Histórias de um Juba Cinzenta: Torre de Vigia do Vale do Ventosseco

       Trovões no céus. Chuva pesada caindo no solo ao qual as minhas Botas de Placa de Canta marcam com seu solado o chão barroso do Vale. E em minha frente lá estão. Conversando. Rindo. Minha armadura ensopada. Um peso extra em meus movimentos. Clarões no céu iluminando uma tarde que parece noite por conta do temporal forte. E ainda são duas e cinquenta e nove da tarde. 

      Arqueiros escondidos na Torre? Sinceramente não sei. Avanço de forma tranquila. Deixo com que percebam meus movimentos. Aquele lugar é ocupado por uma facção chamada Saqueadores. Nome nada original. Não era de se esperar.

      Saco minhas espadas a do Lobo e a do Lorde. Aumento o ritmo a medida que me aproximo do primeiro grupo de Saqueadores que estão próximo a Torre de Vigia. Finjo que irei dar um pico de aceleração para empurra-los e assim ganhar segundos para golpeá-los enquanto estão reagindo ao empurrão, mas paro de forma repentina e faço com que a luz reflita sobre a lamina da minha espada, os cegando temporariamente, e infrinjo violentamente com um Ataque Veloz, com múltiplos golpes poderosos, zigue zagueando como um relâmpago que acabou de cair dos céus com uma fúria imensurável, que ao final da sequencia, erradia um impacto de poder que lança inimigos ao chão batendo com tanta força, que suas colunas se partem ao meio, a ponto de perfurarem a carne deixando-as expostas. Com o inicio de minha ofensiva, consigo desferir e incapacitar três grupos de uma vez, com entorno de três a quatro homens por grupo. 

      Vou em direção a um montante de homens que não estava em meio raio de ação. Aplico um golpe leve e em seguida um forte, girando de forma lateral para que as minhas duas laminas passem de forma completa em seu tórax. A primeira abre uma fenda expondo os ossos de seu peito e a segunda partem ao meio os ossos como se estivessem cortando queijo, tamanho fio estava o meu instrumento de trabalho e também mostra tamanha força do golpe.

     Um homem tenta me agarrar por trás, mas me viro o segurando e o golpeando a queima roupa. Pegando o inicio do pescoço para o fim do seu peito, o deixando atônito com o que acabara de acontecer e em seguida quase parto seu pescoço ao meio para inutiliza-lo na luta. Dava para ver em seus olhos que estava incrédulo o que estava presenciando, um ataque como raio e tão violento como o bramido do mar nos rochedos das encostas. Em sua concepção durou séculos, mas o ocorrido na verdade durou milésimos. Milésimos que ampulheta alguma conseguia medir ou se quer acompanhar, nem o mais leve dos grãos de areia dentro dela alcançava com sua queda tamanha presteza de minhas laminas.

      Eles tentam me cercar com volume de homens. Mas começo ataques em sequencia. Pegando os da direita, depois os da esquerda, agora os de cima e por último os de baixo. Sinto até mesmo um impacto sendo absorvido pela minha armadura. Me viro e me afasto esperando se agruparem na espera de ter uma brecha para utilizar novamente meu Ataque Veloz. Nesse interim um homem com um machado tenta um ataque forte mas sem sucesso, seu machado é tão pesado que não consegue investir um golpe com velocidade e força. Assim que se ajuntam vou pra cima com meu vigor cheio, lanço uma de minhas espadas em um dos bandidos, que perfura a boca de seu estoma atravessando e voltando pelo mesmo caminho, a ponto de suas entranhas ficarem derramadas sob o solo extremamente barroso por conta da chuva, que a cada corpo caindo sem folego de vida ela aumentava cada vez mais, como se estivesse ditando o ritmo da luta. Como se estivesse acompanhando o calor da batalha. Uma orquestra natural em meio a músicos cobertos de sangue e tripas.

      Seus arqueiros tentam de qualquer forma me imobilizar a distancia mas sem chances. Um deles aponta em minha frente, utilizo o Chute de Bicicleta o jogando ao chão. Uma espada bate em minha armadura na região do peito, então rolo para minha direita para não somente desviar de futuros golpes mas também ganhar tempo precioso para analisar o que está ocorrendo ao meu redor. Avanço em um pequeno grupo, mais um Chute de Bicicleta e lançando minha espada no homem do lado e em seguida utilizando a runa do Abismo que está acoplado a Espada do Lorde, a qual confere a essa espada uma rajada chamada de Vendaval. Uma onda continua de Vento Cortante, capaz de cortar homens ao meio. E continuo numa sequencia desenfreada a utilizar dessa habilidade e surge mais corpos partidos ao meio. Sobre a minha duvida da Torre ter ou não um arqueiro a espreita, acaba de ser tirada. Após os golpes vejo a trajetória da flecha saindo do topo da Torre em direção a minha cabeça, mas o vento é tão forte e a chuva tão pesada, que ela se desvia não encontrando o destino final.

      Após matar todos o homens na primeira Torre, vou ao encontro dela para derruba-la. Carrego meu ataque e passo os fios de minhas espadas em diagonal destruindo a estrutura, o arqueiro que estava nela é esmagado por toneladas de madeira. A ponte que a interligava se torna apenas madeiras para serem queimadas. Assim avanço para o segundo nível do morro.

      Subo por meio de uma escadaria improvisada feita de madeira. Um saqueador defronta comigo, mas sem sucesso, dou uma estocada em sua barriga o puxando para trás, caindo sem vida. Logo após um deles aparece com escudo e uma espada, chuto com dois pés sobre seu escudo e nada dele cair ou largar o escudo para estar numa posição vulnerável. Então dou uma rasteira nele fazendo com que seu escudo quase escape de sua mão e seu tronco se move para a sua direita, deixando a lateral aberta para mim, não deixei de aproveitar a oportunidade e inicio uma sequencia de socos na região de suas costelas, deixando-o sem reação, talvez quebrou algumas, e finalizo com um Chute de Bicicleta o fazendo cair da escadaria batendo a cabeça no chão. E continuo avançando. Até erradicar esses Saqueadores daquela localidade para enfim liberta-la.

      Ao subir um pouco mais, sou recebido por dois arqueiros que estão posicionados em forma de xis. Inteligente da parte deles. Vejo cabanas com tecidos brancos, fogueiras e bastante inimigos. Já estão em alertas me aguardando. Três deles me rodeiam com machados. São orcs grandes e fortes. Minha saída é um ataque giratório com bastante força, sei que consome meu espirito e meu vigor, mas ou é isso ou eu morro aqui para esses vermes. E são muitos. Então inicio o ataque em sequencia para aliviar e expeli-los do meu redor. Não vi que um havia desviado do meu golpe, sou atingido por uma maça pelas costas o qual me faz receber impulso para frente. Me ponho em sua direção, tomo folego e ataco com Vendaval, o partindo ao meio na beirada do morro onde estávamos. Agora o que desce morro abaixo não é agua, é sangue, muito sangue. 

      Eles são como baratas não param de surgir. Agora estou no último lance de morros, nas últimas Torres de Vigia. Reflito a luz com minha espada e eles são ofuscados pelo brilho, então ataco como um raio e combino com um ataque giratório na torre para imobilizar a força que vem pelo alto, os escombros caem em minha perna, a situação para mim é critica, então tomo uma pílula de Palma e volto com mais vigor e mais vontade de encerrar essa conversa que já se arrastou demais. E vejo um  grupo de bandidos. Vou eliminando um a um, até que os demais que sobraram, batem em retirada. Já cansado da batalha guardo minhas espadas na bainha. E observo o restante fugindo em debandada. Mas um deles demora a descer, talvez estupefato com o que acabara de vivenciar. Saco meu arco e lanço uma flecha de forma despretensiosa em sua direção, não imaginava que iria atingi-lo lançando-o para morro abaixo. Outro em desespero tromba em mim, não perco a oportunidade em cravo minha adaga em seu pescoço. E raios caem violentamente no Vale dos Ventossecos. Um após o outro em sequencia. Como se alguém tivesse despejados vários deles. 

      Apenas o que restou foram poças de sangue, corpos mutilados e entranhas ao chão. O que era apenas agua nas escadarias agora está banhada e lavada de sangue humano e de orcs. Mas o que interessa é a região liberta. Antes de continuar minha jornada em busca do Terceiro Shai, vasculho as Torres restantes atrás de algum armamento.

      Paro no beiral e me preparo para atravessar o Território de Gothark. Agora os famosos dirigíveis estão mais visíveis. E as cidades e vilarejos ao redor brilham.

     E então eu salto. 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Histórias de um Juba Cinzenta: Rumo ao Sul.

Histórias de Um Juba Cinzenta: A Jornada que mostra um Grito de Socorro.