Histórias de um Juba Cinzenta: Rumo ao Sul.
Berço de Wyvern. É para lá que eu vou. Onde encontrarei o Terceiro Shai. Um ser, se assim posso chamar, que guarda segredos sobre Pywel, a principio parecem ser indefesos, mas conseguem se virar bem. Após desaparecerem em um piscar de olhos, o chefe deles me delegou a tarefa de ir encontra-los pela grande Pywel, um continente vasto e muito diversificado. Por sorte sei onde cada um foram, pois antes mesmo de se despedirem e embarcarem em suas viagens, me mostraram um livro o qual descrevia lugares exuberantes, após minha confirmação da existência desses lugares, os Shais partiram imediatamente numa espécie de tele-porte.
Estou na Floresta Tropical a nordeste de Demeniss. Minhas pista fica ao sul do continente, de forma mais precisa ao sul de Delesyia. É por lá que encontrarei o Terceiro Shai. A região da Floresta Tropical é bem verde e diversificada, grupos costumam se estabelecer nesse lugar por conta da região ser rica em minérios de diversos tipos. Uma região verde, mas também com bastante tonalidade amarela em suas plantas. Com bastante rochedos e vales, que no meio deles os rios fazem seus caminhos, os quais descem pelas encostas de pedras que complementa a combinação de cores com seus tons amarronzados. E sem falar de suas incontáveis arvores que forram a Floresta Topical, onde o tom marrom de seus rochedos e elevações são ofuscados pelo verde e amarelo da vegetação.
Olho o mapa mais uma vez e me direciono para o sul, onde é o meu destino pretendido. Sei que o continente de Pywel é encharcado por facções de diversos seguimentos, sejam os aproveitadores ou os que apenas querem manter a tradição do local e conservar o seu povo. Mas quando me direciono ao sentido do meu destino, percebo no horizonte dirigíveis no céu e silhuetas de vilas e cidades aos quais nem me passariam pela minha cabeça que existiam. Como Pywel é cheia de surpresas e conhecendo de forma superficial o estado que se encontra o nosso continente, não me surpreenderia nenhum pouco me deparar com confrontos durante minha jornada. Até posso dar uma volta maior, para me poupar de stress, mas minha missão exige um certo grau de urgência. Inevitavelmente que passar pela região de Gorthak. Fiquei sabendo que as coisas não estão boas por lá, as maquinas estão atacando e a resistência se mantem como pode.
Então sigo rumo ao sul. A minha frente encontro um vale e por sorte tenho habilidade de planar em grandes alturas, faço minha travessia em segurança. Pelo menos não perderei tempo em minha jornada. Enquanto estou plainando, percebo que entre uma região e outra o bioma vai se transformando de forma gradual. Mas a sensação quando eu estava observando de um penhasco parecia que o biótipo do terreno iria mudar de forma abrupta. Avançando em minha decida rumo ao solo, começo a enxergar uma linha de trem, que começa a ganhar forma e tamanho quanto mais me aproximo. Decido descer para repor meu vigor, pois planar exige muito esforço físico. Ao descer me deparo com minerais de Pedra de Sangue, que são essenciais para refinamento de armas e armaduras. Para esses eventuais casos eu tenho uma Broca de Punho de Mineração comigo, que ganhei em uma batalha na Pedreira de Hernand. Vejo que esse área está cheio delas. Após minha extração continuo viagem e os ventos continuam agitados fazendo com que a vasta vegetação da Floresta Tropical se curvem diante de sua força invisível.
Poderia ir sim a cavalo, mas como essas áreas do continente estão em constante conflito não seria prudente me expor a dessa maneira, iria ser um alvo fácil e as varias torres de vigia já me enxergariam a quilômetros de distancia e ainda nessa localidade as suas varias montanhas amarronzadas não permitiriam uma cavalgada constante e colocaria em risco a saúde do meu companheiro.
Ao pousar no solo e continuo a pé, me deparo com um Pássaro-Elefante em meio a um mar de Begônias, com sua coloração vermelha. Há dois deles. Me aproximo de forma calma e cautelosa. Me escondo por detrás de um rocha e preparo meu arco. Quando miro em uma, um pequeno barulho que eu faço ao mexer na vegetação, elas iniciam a fuga. Uma eu perco de vista, mas a segunda que ficou para trás de tão pesada que estava não escapa da violência da minha flechada, a ponto das cordas do arco estalarem ao armar a flecha. Ela tomba sem resistência. Apenas uma flechada. Não foi qualquer flechada. Aprendi uma habilidade utilizando o poder do Abismo, a qual se chama Tiro Carregado. Não é uma simples flecha, mas sim uma Flecha de Vento, onde utilizo do meu espirito para dispara-la. Me aproximo com cuidado até o animal e inicio o processo de curtir. E durante esse processo eu consigo extrair dele alguns recursos essenciais como seus ossos que são grandes, sua carne suculenta e suas penas para fabricação de minhas flechas.
Trovoes começam a surgir e a chuva se inicia de forma torrencial. A Floresta Tropical se torna lamacenta e pegajosa. E mais uma vez olho o mapa e verifico minha bussola, para verificar se nesse meio tempo de caçada me perdi da rota proposta.
A mata fechada começa se abrir e o trilho do trem que atravessa o vale reaparece. Com a nevoa e a chuva forte não consigo visualizar seus detalhes mas pelo que me parece é feita de madeira. Nessas condições temporais fica difícil analisar de forma apurada o que está em minha frente. Abaixo de mim um rio. Então decido plainar novamente para ganhar terreno. E ao atravessar o vale chego a cidade de Delesyia e o rio que acabara de atravessar se chama Rio Denn que está entre o Vale do Ventosseco. Então o verde amarelado com pequenos lagos de Begônias vermelhas da lugar a uma paisagem com características mais desérticas.
Começo a subir o morro em minha frente e lá está o trilho do trem, que pelo que me parece, faz uma curva acentuada para algum lugar que por agora não conseguiria decifrar, a final, estou indo atrás do Shai. Começo a escalar onde se encontra uma das bases do trilho suspenso e concluo que são feitos de madeira. Quando chego no topo olho para trás e vejo o quanto caminhei e o quanto é diversificado o continente de Pywel. E vejo uma cachoeira. Dizem que muitas delas em Pywel escondem segredos de riquezas. Talvez eu volte em um outro momento. Em meio a chuva forte, encontro resquícios de um acampamento, onde há uma pedra de amolar, recursos e uma cabana destruída ao chão. Decido afiar minhas espadas, pois logo ao topo de outro morro vejo torres de vigias, talvez já tenham me visto e estão me aguardando. Desse lado do Vale Ventosseco não tenho mais a vegetação densa que me protegia e que me camuflava. Examinando mais de perto os restos de um dia fora um acampamento, me deparo com um baú. Me aproximo e abro. Encontro carne salteada ao molho, carne dura e cebolas.
Faço uma pausa e procuro tirar coisas inúteis de minha bagagem. Bem melhor assim. No pé do segundo morro, vejo algo brilhante, avermelhado, será que é Pedra Sangue? Muito pelo contrario é Mineral de Granada. Todos esses recursos são importantes para refinamento dos equipamentos. Pois os adversários não estão para brincadeira. Durante a extração escuto um estrondo e sinto um tremor e atrás de mim reluz um clarão. Ufa. Apenas um raio que caio nos resquícios do acampamento. Continuo minha escalada rumo ao topo do Vale Ventosseco e em minha frente ganha forma a uma espécie de acampamento. Vejo bastante torres de vigia. Uma cadeias delas que se interligam por pequenas pontes de madeira, que avançam mais para cima do vale. A visto a primeira Torre de Vigia do Vale do Ventosseco. E mesmo com meio a chuva torrencial percebo alguns soldados ao lado da torre.
Já estava demorando.

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